Bem, a peça tem andado bem a nível de ensaios, assim vos dou a conhecer uma das musicas do teatro, esta cantada ao vivo pela personagem Asobi Wasabi.
Esta é a canção que encerra a primeira parte da peça para intervalo. A cena é num jazz bar que Wasabi gere durante a noite. A intenção desta música é dar a conhecer tanto ao André Costa, estrangeiro, e ao publico como é o país em que Wasabi vive e mostrar a sua superioridade sobre os outros.
A musica que a acompanha é esta: http://www.youtube.com/watch?v=jBpgxRlUKRY&feature=related
A letra (escrita por mim):
Mina-san
Ouçam bem
O que vos vou contar
Sobre o meu país natal
A Terra do Sol Nascente
[Refrão]
Religião, Economia
Doce gastronomia
Modernidade, tradição
Nós estamos no Japão
[Coro] Ichi
[Wasabi] - Tóquio/Yokohama
[Coro] Ni
[Wasabi] Kyoto/Osaka
[Coro] San
[Wasabi] Kawasaki/Kobe/Chiba!
Honshu/Shikoku/Kyushu
Apenas falta falar de Hokkaido
População
É natalidade a dobrar
Não admira que o país vá afundar!
É bom ser japonês
Ter tudo na tua vez
Sushi até fartar
Esta noite é para improvisar
(Hai)
[refrão]
[Coro] ichi
[Wasabi] Kendo, Origami
[Coro] Ni
[Wasabi] Sakura zensen
[Coro] San
[Wasabi] Bunkaru/Kabuki!
(instrumental)
A estética laboral
E a alta tecnologia
Só poderás encontrar no Japão
O renome e a qualidade
E a febre futurista
Tu verás que é só no Japão
Só no Japão! ó no Japão!
[refrão 2x]
[Coro] ka, ki, ku, ke, ko
sa, shi, su, se, so
ta, chi, tsu, te, to, na
[Wasabi] (rápido) ni nu ne no
[Coro] ha hi fu he ho
ma mi mu me mo
ya yu yo ra ri ru
[Wasabi] (rápido) re ro wa wo n
(instrumental)
[Refrão 2x]
[in "Perdido", by Samuel Gomes.]
Poderão não a conseguir acompanhar porque supostamente Wasabi canta-a em freestyle mode, isto é, ele estando um pouco embriagado canta as frases de maneiras variadas.
Ao analisarmos a letra, ainda que nos pareça estranha, ela diz tudo, mesmo tudo sobre o Japão - denote-se no pormenor final da referência da leitura principal do alfabeto japonês - e sobre o espírito do próprio Wasabi: um japonês tipicamente patriota e optimista. Denota-se ainda o individualismo japonês.
Com esta música, Wasabi não perdoa. Ele quer mesmo mostrar a André Costa que ele agora está na terra dele e terá de actuar conforme as regras dele se quiser continuar a ficar ali.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
"Perdido"
Foi no dia de ontem que, finalmente, depois de meses de trabalho - interrompido por vezes pelos estudos universitários - que acabei a minha nova peça =). Verdade seja dita que foram mesmo esses meus estudos que serviram de base para o cenário de fundo do contexto da peça.
É a minha estreia com uma peça comédio-dramática... Sim, na verdade nunca tive muito jeito para a comédia. Sempre preferi a comédia negra como por vezes apareceu n'O ARTISTA.
Esta nova peça deu-me o dobro do trabalho: existem vários assuntos reais tratados nela, assuntos esses relacionados com o Oriente, nomeadamente o Japão e em parte a China.
As personagens são multifacetadas: existem vários tipos de personalidades com que uma pessoa no publico se pode identificar, desde calados a excêntricos, desde boémios a místicos, etc.
Escrever uma peça onde o fundo da acção é o Japão, envolvendo pelo meio assuntos relacionados com a máfia japonesa (Yakuza) e parte de cultura chinesa, é um facto delicado. Debrucei meus estudos sobre vários assuntos acerca do quotidiano japonês, de teatro Kabuki (com a ajuda de um professor meu japonês), da vivência e regras dos Yakuza, da aprendizagem efectuada nas aulas de Cultura Popular Chinesa para ajudar no detalhe da personalidade de um dos personagens, e na árdua pesquisa de teses de Confúcio - o porquê já o veremos... Sim, muito muito trabalhinho para uma peça de oito actos.
Ora a história da peça é um tanto... ainda não a sei descrever bem, mas... é algo diferente do que já escrevi.
Relata a história de um repórter português com problemas de sociabilidade que recebe uma proposta de trabalho na China para uma reportagem. Contudo, quando viaja para lá e lá chega, descobre que afinal está no Japão! A empresa não tem dinheiro para o trazer de volta, nem a embaixada portuguesa o consegue tirar de lá em menos de um mês. O que lhe vai acontecer é ficar na companhia de um homem que lhe vai mudar a vida por completo, ensinando-lhe a ser sociável e a ser alguém na vida -seu nome Asobi Wasabi, um japonês extremamente sociável e dono de um jazz bar, assim como actor de kabuki.
Contudo, o rumo da história muda quando se descobre que Wasabi está sobre tutela da máfia Yakuza, e o pior acontece quando esta recebe uma ameaça terrorista da máfia chinesa - Wang Gao - em que esta diz que uma bomba está plantada algures na cidade de Osaka e só têm 48 horas para a detonar - o problema é saber ao certo onde ela está... O repórter encontra aí um motivo para a sua estadia no Japão, pois não só pode realizar uma reportagem, como só ele tem conhecimentos para desvendar as pistas deixadas pelos chineses para encontrar a bomba, pistas relacionadas com as teses de Confúcio... Apenas se sabe que os chineses são liderados por um misterioso homem chamado... Long Laoshe (traduzido: Professor Dragão)... ??
A peça tem data de estreia para Julho.
Acerca deste assunto vou dando mais informações depois.
É a minha estreia com uma peça comédio-dramática... Sim, na verdade nunca tive muito jeito para a comédia. Sempre preferi a comédia negra como por vezes apareceu n'O ARTISTA.
Esta nova peça deu-me o dobro do trabalho: existem vários assuntos reais tratados nela, assuntos esses relacionados com o Oriente, nomeadamente o Japão e em parte a China.
As personagens são multifacetadas: existem vários tipos de personalidades com que uma pessoa no publico se pode identificar, desde calados a excêntricos, desde boémios a místicos, etc.
Escrever uma peça onde o fundo da acção é o Japão, envolvendo pelo meio assuntos relacionados com a máfia japonesa (Yakuza) e parte de cultura chinesa, é um facto delicado. Debrucei meus estudos sobre vários assuntos acerca do quotidiano japonês, de teatro Kabuki (com a ajuda de um professor meu japonês), da vivência e regras dos Yakuza, da aprendizagem efectuada nas aulas de Cultura Popular Chinesa para ajudar no detalhe da personalidade de um dos personagens, e na árdua pesquisa de teses de Confúcio - o porquê já o veremos... Sim, muito muito trabalhinho para uma peça de oito actos.
Ora a história da peça é um tanto... ainda não a sei descrever bem, mas... é algo diferente do que já escrevi.
Relata a história de um repórter português com problemas de sociabilidade que recebe uma proposta de trabalho na China para uma reportagem. Contudo, quando viaja para lá e lá chega, descobre que afinal está no Japão! A empresa não tem dinheiro para o trazer de volta, nem a embaixada portuguesa o consegue tirar de lá em menos de um mês. O que lhe vai acontecer é ficar na companhia de um homem que lhe vai mudar a vida por completo, ensinando-lhe a ser sociável e a ser alguém na vida -seu nome Asobi Wasabi, um japonês extremamente sociável e dono de um jazz bar, assim como actor de kabuki.
Contudo, o rumo da história muda quando se descobre que Wasabi está sobre tutela da máfia Yakuza, e o pior acontece quando esta recebe uma ameaça terrorista da máfia chinesa - Wang Gao - em que esta diz que uma bomba está plantada algures na cidade de Osaka e só têm 48 horas para a detonar - o problema é saber ao certo onde ela está... O repórter encontra aí um motivo para a sua estadia no Japão, pois não só pode realizar uma reportagem, como só ele tem conhecimentos para desvendar as pistas deixadas pelos chineses para encontrar a bomba, pistas relacionadas com as teses de Confúcio... Apenas se sabe que os chineses são liderados por um misterioso homem chamado... Long Laoshe (traduzido: Professor Dragão)... ??
A peça tem data de estreia para Julho.
Acerca deste assunto vou dando mais informações depois.
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